Aos 38 anos, paciente foi submetido a cirurgia por videolaparoscopia após apresentar sintomas persistentes, esofagite moderada e hérnia de hiato.
A doença do refluxo gastroesofágico pode comprometer a qualidade de vida, especialmente quando sintomas como azia, queimação e regurgitação se tornam frequentes. Em alguns pacientes, mesmo o uso de medicamentos deixa de proporcionar o controle esperado, tornando necessária uma nova avaliação do tratamento.
Recentemente, a equipe do ICCAD realizou uma cirurgia em um paciente de 38 anos que convivia há aproximadamente oito anos com sintomas de refluxo gastroesofágico. Durante esse período, ele utilizou medicamentos para reduzir a produção de ácido no estômago, como omeprazol e pantoprazol. No entanto, com o passar do tempo, os sintomas deixaram de responder adequadamente ao tratamento.
Após avaliação médica e realização de exames, foram identificadas uma esofagite moderada, caracterizada pela inflamação do esôfago, e uma hérnia de hiato de tamanho moderado. Diante do quadro clínico, a equipe indicou o tratamento cirúrgico.
O procedimento foi feito por videolaparoscopia, técnica minimamente invasiva que utiliza pequenas incisões no abdômen e instrumentos específicos para realizar a operação.
A cirurgia teve como objetivo corrigir duas alterações importantes: o alargamento do hiato esofágico, abertura do diafragma por onde passa o esôfago, e o mecanismo responsável por impedir o retorno do conteúdo do estômago para o esôfago.
Para isso, foram realizadas duas etapas principais:
A associação dessas técnicas busca restabelecer a anatomia da região e reduzir o retorno do conteúdo gástrico para o esôfago.
Após a cirurgia, o paciente permaneceu internado para acompanhamento, com previsão de iniciar a alimentação líquida no dia seguinte e receber alta hospitalar conforme a evolução clínica.
Nos primeiros dias e semanas, a alimentação costuma seguir etapas específicas, começando com líquidos e avançando gradualmente conforme a tolerância e as orientações da equipe médica. O acompanhamento após a alta é fundamental para avaliar a recuperação e orientar os cuidados necessários.
Em pacientes selecionados, a cirurgia antirrefluxo pode proporcionar controle duradouro dos sintomas e reduzir a necessidade de medicamentos. Entretanto, os resultados variam de acordo com cada caso, e não é possível garantir que todos os pacientes deixarão de utilizar medicações após o procedimento.
A indicação cirúrgica considera fatores como a intensidade dos sintomas, os resultados dos exames, a presença de hérnia de hiato e a resposta ao tratamento clínico.
O caso reforça a importância de investigar o refluxo gastroesofágico persistente. Quando os sintomas continuam mesmo com o tratamento medicamentoso, uma avaliação especializada pode ajudar a identificar as causas e definir a estratégia mais adequada para cada paciente.
ICCAD — Instituto Catarinense de Cirurgia do Aparelho Digestivo.